Como fui parar no país do paixtel de Belém?

VOLTEEEI!

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Bom, como eu nunca postei sobre isso, vou falar um pouquinho hoje de como fui para Portugal e explicar direitinho como é o programa e tudo mais!

Para começar eu não sabia NADA de lá, conhecia apenas por ter ouvido falar e das obras literárias (para quem não sabe, no Brasil o curso que eu faço é Letras) apenas Lisboa, Porto e Coimbra! E o resto? Que resto? (rs), acredito que quem não estuda muito bem a geografia ou gosta de viajar também não sabe quais eram as cidades de Portugal nem nada assim, enfim…

Certo dia, em uma aula, uma das professoras da Universidade em que estudava chegou na sala e comunicou sobre o edital que havia sido aberto pela CAPES, do Programa de Licenciaturas Internacionais,  se não me engano era uma quarta-feira e a resposta tinha que vir até a segunda, as informações principais eram: Bolsa Sanduíche, Portugal, 2 anos!

 Minhas condições estavam coerentes com os requisitos básicos, que eram, ter um bom coeficiente, ter estudado sempre em escola pública ou, ter sido bolsista em particulares, e estar no terceiro período de Letras, então resolvi me inscrever, alguns meses depois o projeto foi aprovado pela CAPES e então corremos atrás dos papeis e documentos necessários para a viagem, foi uma correria mas tudo deu certo.

Fomos para lá estudar no curso de Estudos Portugueses e Lusófonos, mas tinhamos algumas matérias em outros cursos. As aulas e o tipo de graduação lá é bem diferente e acredito que seja por fazer parte do processo de Bolonha, que, nada mais é do que 3 anos de graduação + 2 mestrado… Enfim, foi dessa forma que fui para Portugal!!

Mas do que se trata o programa e como ir?

Hoje, na situação que nos encontramos nesse lindo Brasil, o programa não tem sido mais oferecido, porém, o programa se trata de uma ótima oportunidade pois, leva acadêmicos de licenciatura para estudar em uma universidade Européia por um período de dois anos, fazendo da graduação, sanduíche, ou seja, meio a meio. Lá estudamos literaturas portuguesas, gramática e história da língua, teatro grego e latino, mas, para ser sanduíche tivemos que fazer a parte de inglês e suas literaturas aqui no Brasil, assim como os estágios e o TCC.

E agora, dia 19 de março, haverá a nossa colação de grau aqui no Brasil!! Yeeey! Enfim, depois de 5 anos de Universidade, estarei formada em duas Instituições!

E essa foi a história de como fui parar no além mar por dois anos, aah, e com bolsa $ linda, que eu falo mais em um próximo post!

Até o próximo post, e, qualquer dúvidas, comentem aqui em baixo que ficarei super feliz em poder responder!

BEEEIJUX!

Entre Brasil e Portugal.

Booom, o post de hoje é para falar um pouquinho sobre as diferenças culturais entre Brasil e Portugal. Como eu quero fazer posts mais vezes com este assunto hoje vou abordar apenas três pontos, ao longo das semanas farei posts com relação gastronômicas, estilos, modo de viver, etc. Então vou começar com o que mais é contrastante…

1º Lugar : Fala

Quando é que um brasileiro falaria “Bué”, “Giro”, “Fixe”? Pois!

Traduzindo pro “Brasileiro” seria “Muito”, “Interessante, legal, bonito (não sei definir em uma só palavra .-.), e “Legal”. Estas são as expressões mais comuns entre os jovens por aqui.

2º Lugar: Arquitetura

Sabe quando você chega em um lugar com uma arquitetura totalmente diferente da que você está adaptado? Eu, que moro no sudoeste do Paraná, não era muito acostumada com obras arquitetônicas antigas, obras barrocas e desse gênero, acredito que quem é de Minas, São Paulo, que são onde encontram-se estes tipos de arquitetura não levariam tanto o choque como eu levei quando cheguei aqui.

É tudo antigo!! Existem obras belíssimas, e não é comum, pelo menos aqui em Braga (norte de Portugal) prédios novos com designs diferentes e coisas assim, foi uma das coisas mais “marcantes” pra mim quando cheguei.

3º Lugar: Fuso

A primeira semana que você chega em um país que não é o Brasil você já tem que se adaptar as horas de diferença. Aqui de Portugal até o sul do Brasil, há um período no ano em que o fuso fica apenas duas horas de diferença, mas agora aqui é primavera, portanto, estamos em horário de verão a diferença salta para quatro horas! A primeira semana aqui (a diferença era de 4hrs) foram péssimas para me adaptar, tinha fome a meia noite, uma da manhã, horários para dormir trocados, enfim…

Porém, estes três contrastes que eu citei hoje para mim já não existe uma faixa que delimita, o sotaque daqui pra mim é tão comum que não sinto mais diferença, a arquitetura é o que eu tenho visto diariamente, então também acostumei e o fuso foi só a primeira semana mesmo!

E aqui a baixo algumas fotos pelas ruas de Braga:

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O post ficou um pouco grande, mas para quem leu até o final espero que tenham gostado!

Beijinhos, Bruna.